quinta-feira, 26 de julho de 2007

USP testa rede mesh em São Paulo

SÃO PAULO - A USP está construindo uma rede mesh de acesso à internet em banda larga em seu campus na cidade de São Paulo.
As redes do tipo mesh são compostas por vários roteadores (nós) e cada nó está conectado a um ou mais dos outros nós. Desta maneira é possível transmitir dados de um nó a outro por diferentes caminhos.
Segundo a WNI, distribuidora dos equipamentos para a construção da rede na USP, estas características tornam o custo de implementação e manutenção da rede mais econômicos que a construção de outras redes cabeadas ou sem fio.
Inicialmente, a rede mesh foi instalada apenas na área da Escola Politécnica da USP, de onde o Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) vai testar o uso da tecnologia.
Para montar uma rede mesh, roteadores sem fio são instalados no topo de edifícios e comunicam-se entre si. Usuários nos edifícios podem se conectar à rede mesh de forma cabeada, via Ethernet, ou de forma sem fio, por meio de redes 802.11.
Segundo a USP, se os testes forem satisfatórios a universidade ampliará a rede para todo o campus. A intenção final, no entanto, é encontrar uma tecnologia de acesso banda larga à internet de baixo custo que possa ser levada até as escolas públicas do Estado de São Paulo.
Um outro projeto da USP com a tecnologia mesh é criar um plano para implementar acesso banda larga à web nas escolas públicas do Estado de São Paulo.
“As redes mesh estão diretamente ligadas aos computadores de 100 dólares da OLPC, pois estes notebooks seguem o padrão 802.11s”, diz Rafael Herrero, responsável pelos estudos e testes com redes sem fio na USP.
A fornecedora dos equipamentos para a rede mesh da USP, vendidos pela WNI, é a Meraki, uma companhia americana com sede na Califórnia.
Felipe Zmoginski, do Plantão INFO em Terça-feira, 19 de junho de 2007 - 11h49

Intel não é competidor leal, diz Negroponte

Este senhor acha que a Intel é sem vergonha

SÃO PAULO - O diretor da OLPC, Nicholas Negroponte, criticou duramente
a Intel durante entrevista a programa de TV.
Ex-diretor do laboratório do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e principal nome da OLPC (organização responsável pelo XO, o laptop de US$100), Negroponte fez as críticas durante entrevista ao programa 60 minutes, da rede americana CBS.
Na opinião de Negroponte, a Intel está oferecendo seu laptop ClassMate PC para governos e escolas por um preço abaixo de seu custo real.
Negroponte acusa a Intel de dumpping (vender um produto abaixo de seu custo para prejudicar os concorrentes) a fim de dominar o segmento de laptops educacionais.
O ClassMate PC é oferecido por cerca de US$ 400, valor bem mais alto que o atual custo do XO, que está sendo produzido a US$ 175.
O computador da Intel, no entanto, é uma máquina mais poderosa, o que, em tese, pode levar um governo a preferir a plataforma da Intel em vez do XO.
Ao longo da entrevista, que foi ao ar na noite de domingo (20), Negroponte afirmou que um dos motivos do suposto dumpping é o fato do XO usar processador fornecido pela AMD.
O diretor da OLPC afirmou que a Intel “deveria sentir vergonha de si” por competir desta maneira. “É algo muito sem vergonha (shameless)”, disse Negroponte.
Alguns dias antes, também em entrevista à CBS, o chairman da Intel, Craig Barrett, criticou as funcionalidades do XO. Barret afirmou que o laptop da OLPC é
muito limitado e classificou-o como um “gadget”.
Felipe Zmoginski, do Plantão INFO em Segunda-feira, 21 de maio de 2007 - 13h21

OLPC produz nova versão do laptop de US$ 100


XO agora terá 256 MB de RAM

SÃO PAULO - A OLPC iniciou a produção em massa de uma versão mais
poderosa de seu laptop de US$100, o XO.
O novo modelo, chamado de XO-Beta 4, começou a ser produzido em
larga escala esta semana, nas fábricas da Quanta, na China.
Segundo a OLPC as mudanças tornam o computador portátil mais veloz, resistente e adequado às necessidades das crianças que usarão as máquinas.
Entre as modificações, o computador terá agora 256 MB de RAM (ante 128 MB da versão anterior) e memória flash para armazenar arquivos de 1 GB (ante 500 MB da versão anterior).
Outras melhorias foram implementadas pela AMD que vai equipar o computador com seu chip de baixo consumo Geode LX-700. O novo processador é mais veloz, tem mais memória cache e permite processamento gráfico aprimorado, diz a fabricante.
Segundo a OLPC, as características tornam o laptop XO um computador poderoso para as necessidades dos estudantes.
A organização explica que crianças em ambiente educacional tem necessidades diferentes de profissionais que usam laptops em escritórios. Por isso, o XO é menos veloz que um laptop comercial, porém muito mais resistente.
O grupo diz que o computador foi desenvolvido para suportar condições adversas, como climas secos e poeirentos como a Líbia ou regiões úmidas, como a Amazônia.

Felipe Zmoginski, do Plantão INFO em Terça-feira, 24 de julho de 2007 - 13h18

quarta-feira, 25 de julho de 2007

OLPC admite vender laptop de US$100 no varejo

BOSTON - A OLPC admite vender o XO para usuários finais por um preço mais alto.
A organização ofereceria o laptop de US$ 100 por US$ 350. A diferença ajudaria a financiar a entrega de outro laptop para crianças pobres no mundo.
O grupo sem fins lucrativos que desenvolve computadores de baixo custo para crianças pobres espera começar a vender laptops multimídia para consumidores até o Natal deste ano, disse uma executiva da fundação na segunda-feira.
O laptop básico XO, da Fundação Um Laptop Por Criança (OLPC, na sigla em inglês) pode inicialmente ser vendido por 350 dólares, ou duas vezes seu custo de produção, embora o grupo esteja considerando um preço de 525 dólares, disse a vice-presidente de tecnologia da entidade, Mary Lou Jepsen.
Se o laptop XO conseguir chegar ao mercado neste ano, pode surpreender fabricantes de computadores pessoais que passaram meses planejando uma estratégia para entrar no segmento de máquinas de baixo custo na temporada de festas de fim de ano, em 2007. Em uma entrevista à Reuters, Jepsen disse que a OLPC --fundada pelo pesquisador Nicholas Negroponte, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)-- ainda está trabalhando nos detalhes para o lançamento do laptop e espera saber dentro de um mês se será possível oferecer o produto ainda este ano.

Pesquisadores discutem laptops em educação


David Cavallo (OLPC), Denise Vilardo (organizadora) e Maria Helena Jardim (GT - UCA/Piraí).(Crédito> D. Vilardo/UCA)


Educadores e pesquisadores de diversas instituições brasileiras participaram do 1º Encontro sobre Laptops em Educação na UFF (Universidade Federal Fluminense) no último dia 14 de julho. Os pesquisadores fazem parte do projeto UCA (Um Computador por Aluno) ou One Laptop per Child do MIT. O educador David Cavallo veio dos EUA apresentar o projeto. As professoras Denise Vilardo e Lúcia Rigueira enviaram um relato para o Yahoo! Busca Educação sobre o encontro.


Eduardo Campoy e Max Leite (Intel), Luiz Schara (UFF) e Peter Knight (Encore do Brasil). (Crédito: D. Vilardo/UCA)


"Um Computador por Aluno aponta a educação do futuro. Professores, engenheiros, pesquisadores e empresários, representantes de diversos segmentos da sociedade se encontraram no auditório da Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense, no sábado, dia 14 de julho, para conhecer melhor e discutir os caminhos do Projeto um Computador por Aluno – UCA - no Brasil. O 1º Encontro sobre os laptops na Educação, coordenado pela pedagoga Denise Vilardo, coordenadora pedagógica do Colégio Graham Bell, apresentou os primeiros resultados e mostrou o andamento das negociações
para a implementação em todo o Brasil.
Presente em mais de 40 países, o projeto UCA chegou ao Brasil em 2005, através de David Cavallo, representante oficial e diretor do Grupo de Pesquisas sobre o futuro da aprendizagem no Média Laboratory do MIT (Massachusetts Institute of Technology)
e hoje já comemora conquistas.
David mostrou as vantagens de oferecer às crianças, ao invés de cadernos, um computador de uso exclusivo e individual, que deverá ser levado para casa e
utilizado também pela família do aluno.
David contou a trajetória da OLPC desde o seu surgimento, em 2005, e destacou as vantagens de se construir uma máquina de baixo custo. Os laptops, apresentados por Peter Knight, da Encore do Brasil, Eduardo Campoy e Max Leite, custará cerca de $100,00. Chegarão às mãos dos alunos já conectados à Internet, e aguardam do Governo Federal a licitação para serem fabricados e distribuídos. Ainda em 2007, cerca 150 mil aparelhos chegarão às mãos dos alunos e professores em alguns pontos do Brasil. Atualmente, em São Paulo, Palmas (TO), Piraí (RJ), Porto Alegre e Distrito Federal já comemoram as conquistas nos projetos-piloto implementados.
Um ponto relevante destacado pela professora Irene Ficheman, pesquisadora da USP e uma das responsáveis pelo projeto-piloto em SP, foi a valorização do professor.
À frente do grupo de trabalho que está implementando o UCA na Escola Municipal Ernani Silva Bruno, na capital paulista, Irene falou que o objetivo principal do projeto é contribuição e respeito ao trabalho pedagógico da escola, destacando a importância do professor nesse processo. A professora, que acompanha a implementação do UCA na escola, mostrou os trabalhos realizados pelos alunos, abordou questões pertinentes a todos aqueles que irão fazer parte desse novo universo e destacou a criatividade e a interação entre alunos e professores que, no instante em que receberam seus laptops, disse Irene, criarão novas formas de utilização.

Franklin Coelho (Piraí), Denise Vilardo (organizadora) e Irene Ficheman (USP) no encontro. (Crédito: D. Vilardo/UCA)

Encontro na UFF surpreende participantes
Em qualquer lugar do mundo, nas comunidades mais carentes ou mais violentas, a criança terá assegurado o seu direito de aprender, integrar-se com o mundo e aprimorar seu conhecimento. Os desafios ainda são muitos, afirma Denise Vilardo, mas os objetivos e as conquistas são incontáveis.
Após oito horas de trabalho, entre perguntas, respostas e muitos relatos, os profissionais convidados para o Encontro deixaram a UFF já no início da noite, completamente seduzidos pelo UCA. Aplaudidos pelos participantes, os organizadores deixaram marcado um novo encontro e assegurado o compromisso de fazer do UCA uma realidade para todos."