terça-feira, 16 de outubro de 2007

Síntese do seminário cultura digital e práticas pedagógicas

Tema Proposto
Cultura digital e práticas pedagógicas
Para desenvolvimento do seminário foi realizado;
Fórum
Onde se debateu principalmente as dificuldades de se integrar imigrantes e nativos digitais ou “geração c”, colaboração, conteúdo e conexão, em ambientes educacionais e os conceitos de necessidade, uso e apropriação das tecnologias, a partir do capítulo 1 do livro de Damásio e dos vídeos do youtube.
http://www.youtube.com/watch?v=IJY-NIhdw_4
Nesta charge a professora ensinava tabuada para as crianças através da repetição de seqüências no quadro negro, com a chegada da tecnologia ela passa a fazer a mesma coisa no computador. Este vídeo levantou questões sobre práticas pedagógicas.
http://www.youtube.com/watch?v=UI2m5knVrvg
Rafinha é um jovem que utiliza todas as formas disponíveis e consumíveis da tecnologia. O vídeo faz com que reflitamos a posição do educador e da escola diante desse jovem. O vídeo levantou questões relacionadas com a web 2.0 e o descompasso entre a visão de mundo que a escola tem e a visão de mundo que os adolescentes têm.
Assim foi proposta pelo grupo a seguinte questão:
A partir das informações apresentadas nos vídeos e de suas reflexões, como você pode integrar a cultura digital à sua prática pedagógica?
Na segunda semana foi apresentado um Estudo de Caso que retratava a história de um adolescente que tem disponíveis todas as formas de interação, propostas pelas tecnologias, se apropria delas, desenvolve potencialidades e aprendizagens com elas, porém não consegue acompanhar o ritmo da escola e se sente desmotivado pela diferença que existe entre seu universo e a intencionalidade da escola.
Aqui também os argumentos mais discutidos foram as linguagens de comunicação e sua relação com a escola, a necessidade de uma formação continuada dos professores numa perspectiva que dê conta deste cenário a partir de políticas consistentes que sustentem essa formação. Também foi abordada a construção de conhecimento significativos com as tecnologias e a necessidade de propostas pedagógicas transformadoras.
No período em que o fórum ficou ativo de 16 de agosto a 1 de setembro, foram 92 participações onde a principal preocupação foi a formação do professor para lidar com as tecnologias na sala de aula.
Chat
Para o desenvolvimento do primeiro Chat foi sugerido trabalhar a partir do conceito de apropriação de Damásio
A discussão girou em torno do uso e apropriação das tecnologias em sala de aula, onde o acesso não garante apropriação e apropriação da tecnologia não consiste em treinamento, foi discutido que para apropriar-se de algo é importante desenvolver certo domínio para que se possa criticar e compreender as possibilidades que determinada tecnologia traz.
Audioconferência
Houve para esta audioconferência a contribuição de uma especialista Marta Maia em um novo formato, o webrádio. A especialista inseriu no debate o conceito de nativos e imigrantes digitais.
A partir deste conceito pudemos refletir sobre o quanto as tecnologias são realmente novas para os imigrantes digitais, porém não para os nativos. Marta aborda nesta entrevista entre outros pontos a relação do professor com a tecnologia, principalmente a resistência do seu uso.
Também foram elaborados ppts que apresentavam algumas inovações possibilitadas pela web 2.0, como wiki, Creative Commons, Second Life entre outras.
Foi disponibilizado um vídeo que tratava da visão do futuro da Apple há 20 anos atrás. Este vídeo ainda é considerado atual, pois só nos dias de hoje há possibilidade de se concretizar o que foi proposto naquela época.
Para o desenvolvimento da audioconferência foi proposta a seguinte questão: O jovem respira tecnologia?
Os itens mais discutidos foram as inovações possibilitadas pela web 2.0, como usar wiki no Ensino Fundamental, numa proposta de ajudar a desenvolver o espírito crítico no estudante e o respeito as opiniões dos colegas, e o descompasso entre a visão da escola, seu ritmo e a visão dos adolescentes do mundo em que vivem.
Webrádio – o objetivo era inserir no debate uma nova forma de comunicação mostrando principalmente que é simples de se fazer e que não é preciso tecnologia de ponta para elaborar um programa como esse.
O segredo do sucesso deste tipo de atividade está no roteiro que precisa ser tratado com cuidado mas que não precisa ser expert para fazê-lo

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